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Estudos Bíblicos

VENCENDO OS DESAFIOS DA FAMÍLIA CRISTÃ, Com Pastor e Terapeuta Famíliar Pr. Edson Mello

Sou pastor auxiliar e segundo vice-presidente  na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Sapucaia do Sul, formado pela faculdade Sul Mineira como terapeuta cognitivo comportamental. Teólogo e escritor a mais de vinte anos, ministro seminários e conferências de família no Brasil e no exterior sobre a temática “Curando as feridas da família”. 

O conceito de família e consequentemente a família cristã vem sendo transformado ao longo dos anos, passando do modelo patriarcal e matrimonial para um modelo onde não há mais um padrão estabelecido.
A união hoje se dá pela atratividade entre uma pessoa e outra, porém, mesmo diante de toda esta modernização, o Estado ainda reconhece como entidade familiar o casamento, a união estável e a família monoparental.
Não quero me deter nesta discussão sociológica, pois assim como sabemos que há muitas lutas de grupos sociais e diferentes pontos de vista sobre a definição de família, sabemos também o que Deus nos ensina o que é família na sua Palavra.
A Família para Deus
entretanto, no princípio da criação Deus os fez homem e mulher. Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne’. Dessa forma, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, não o separe o ser humano!(Mc 10:6-9)
A família é sem dúvida um dos pilares básicos da sociedade, e constantemente desenvolve rachaduras culturais que precisam ser consertadas.
Todos nós lemos as estatísticas sobre o aumento das taxas de divórcio e a explosão de lares de pais solteiros  esses fatores pesam especialmente sobre as crianças que crescerão e se tornarão nossas próximas gerações.
Mas, as famílias cristãs, especialmente, enfrentam outras dificuldades  as lutas de manter os valores das Escrituras Sagradas que são imutáveis em um mundo culturalmente voltado para a falta de Deus.
O que pretendo com este artigo é meditar nos problemas que, nós cristãos, enfrentamos todos os dias ao vivermos no meio de tanta diversidade de conceitos e de valores que a sociedade nos impõe.
Nosso maior desafio, eu diria, é mantermos nossa mente e nosso coração puros a fim de conseguirmos identificar as ciladas do inimigo ao tentar desmoralizar o conceito de família trazido por Deus.
O perigo está em deixarmos que estes conceitos comecem a se tornar naturais para nós cristãos e passarmos a pensar como o mundo pensa nos afastando e entristecendo a Deus.

➡️ Como o casal cristão resolve seus problemas conjugais
Muitos casais cristãos estão vivendo hoje fora daquilo que Deus idealizou. Brigas constantes, desrespeito mútuo e distância entre o casal, são vistos em muitos lares.
E além da infelicidade que isto produz em seus corações, ainda há a questão do mau testemunho dado e da vida espiritual que é prejudicada. Penso que este é um assunto que merece nossa atenção, pois o princípio de viver em unidade é algo que não apenas produzirá maior realização emocional no relacionamento, como também liberará sobre o casal as bênçãos de Deus.

➡️ Desentendimento no lar, como resolver.
Os desentendimentos ocorrem, mesmo entre os crentes mais dedicados, mas devem ser tratados logo. Lemos que alguém pode se irar e não pecar, pois é uma reação emocional espontânea.
Mas o que cada um faz com o sentimento que teve pode se tornar pecado. Paulo aconselhou os irmãos de Éfeso a que não deixassem o sol se pôr sobre sua ira (Ef 4.26,27).
Em outras palavras, que deveria haver acerto, perdão, e que nenhuma pendência ficasse para trás. Precisamos aprender a tratar com os desentendimentos no lar.
Preservar a unidade não significa nunca se desentender, mas saber dar a manutenção devida no relacionamento quando isto ocorrer.
O tempo não apaga as ofensas. Deve haver reconciliação. Jesus ensinou isto:
“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. (Mateus 5.23,24)
Alguns acham que depois de um desentendimento é só deixar “para lá”. Mas a Bíblia nos ensina o princípio de reconciliação de maneira bem formal. Deve haver pedido de desculpas, de perdão.
Deve se conversar sobre o que aconteceu (o quê machucou o íntimo de cada um e porquê machucou). E não podemos perder de vista que devemos lutar para viver sem brigas, e não só reconciliar quando elas ocorrem (Ef 4.31).
Acredito, ainda, que atenção especial deve ser dada à forma de falar.
Talvez esta seja uma das áreas que mais sensíveis sejam nos desentendimentos que surgem no relacionamento, uma vez que a “comunicação” no lar não é só o que um fala, mas também a forma que o outro entende! As conversas não devem ser exaltadas ou em tom de briga.
E quando um dos cônjuges se perde numa explosão emocional, é importante notar que a Bíblia não nos ensina a “jogar o mesmo jogo”. O que lemos nas Escrituras é justamente o contrário:
“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. (Provérbios 15.1)
“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”. (Colossenses 4.6)
Os maridos devem ter cuidado redobrado, pois por natureza são mais racionais do que emocionais e suas palavras tendem a ser mais duras e grosseiras.
Por isso a Bíblia nos adverte: “Maridos, amai a vossas esposas, e não as trateis com aspereza”. (Colossenses 3.19). “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”. (1 Pedro 3.7)
Embora seja verdadeiro e aplicável aqui o ditado de que “é melhor prevenir do que remediar”, precisamos reconhecer que muitas vezes falhamos permitindo desentendimentos que poderiam facilmente ser evitados.
Neste caso, devemos aprender a consertar e tratar com estas situações. Mas não podemos esquecer também que mesmo havendo perdão e reconciliação depois do erro, quando ele se repete muito vai gerando desgaste e descrédito, e isto exige uma dimensão de restauração maior depois.
As intrigas no lar roubam o prazer de outras conquistas, como escreveu Salomão, pela inspiração do Espírito Santo:
“Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado e com ele o ódio”. (Provérbios 15.17)
“Melhor é um bocado seco, e tranquilidade, do que a casa farta de carnes, e contenda”. (Provérbios 17.1)
“Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa”. (Provérbios 21.9)

➡️Um ano novo se apresenta a todas as famílias, como chegar ao fim do ano com a família abençoada?

A família deve se unir em Cristo para poder passar esse  período de instabilidade mundial.
A receita é a mesma, é a de sempre, é a bíblica, como a de Paulo aos filipenses 4. 1-7:
Permanecei firmes no Senhor;
Alegrai-vos sempre no Senhor;
Sede bondosos;
Não andeis ansiosos por coisa alguma (Corona vírus incluído);
Façam seus pedidos conhecidos diante de Deus, com orações, súplicas e ações de graça.
E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará o vosso coração e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Maravilhosa promessa, maravilhosa recompensa: desfrutar da paz de Deus.

Pr. Edson Mello
2° Vice Presidente AD Sapucaia do Sul

– Autor dos Livros:
1) “Os últimos três juízos de Deus” na área de escatologia.

2) “Curando as feridas da família”

3) “Como Vencer os Ressentimentos na área cognitiva” (livro em finalização)

*Texto de responsabilidade do autor.

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A POESIA DOS SALMOS – Salmos Parte 2 com Pr. David Mattos

Os Salmos são coleções de poemas líricos, sendo que muitos foram preparados para a músicas e usados na adoração . Ou seja, os Salmos não são apenas poemas, mas composições líricas . Contudo, uma vez que estamos tratando de uma poesia hebraica antiga, dificilmente podemos ver a construção poética lírica com a clareza que vemos, quando podemos ler um poema em nossa própria língua.
A simples leitura do Livro de Salmos já é suficiente para compreendermos que estamos diante de escritos de significados profundos. Mas, para buscar uma maior compreensão é necessário estudar a poesia hebraica.
Uma das principais características da poesia hebraica é o paralelismo. O paralelismo é uma característica tão importante que encontramos até mesmo no Novo Testamento, por exemplo na parábola dos Filhos Perdidos (também chamada de parábola do Filho Pródigo), onde temos uma forma de paralelismo invertido .
Discorrendo sobre a poesia hebraica Kidner explica o que é paralelismo:
“A característica fundamental destas poesias, no entanto, não era suas formas ou seus ritmos externos, mas, sim, seu modo de combinar ou ecoar um pensamento com outro. Isto tem sido descrito como sendo rima de pensamento, porém, mais frequentemente, como paralelismo, um termo introduzido pelo Bispo Robert Lowth no século dezoito” .
O paralelismo permite que ao ser o texto traduzido para outro idioma, não se perca o mais importante da mensagem, mesmo não se tendo mais os ritmos ou a rima, ainda assim se mantém a beleza, os sentimentos e o mais importante a verdade original .
Os principais tipos de paralelismo hebraico são: sinonímico, antitético e sintético . Mas também temos paralelismos que embora menos importantes devem ser observados: analítico, climático, emblemático e quiasmo.
O paralelismo é uma importante chave para se entender a poesia do livro de Salmos. Através desta característica os ritmos, as figuras de linguagem conseguem sobreviver a tradução para diversas línguas e também atravessar séculos. A seguir estão aqueles que são considerados os principais tipos de paralelismo.
No paralelismo sintético a segunda parte desenvolve ou amplia a mensagem da primeira.
No paralelismo sintético, chamamos de clímax quando o segundo membro apenas “repete e precisa o primeiro”, acrescentando-lhe uma palavra ou uma indicação que torne a ideia mais forte .
No Salmo 26, versículo 2 temos um exemplo de paralelismo sintético:
“Examina-me, SENHOR e prova-me; esquadrinha a minha mente e o meu coração”.
Observe como a ideia vai se tornando cada vez mais forte: Examina, prova e por fim esquadrinha.
Quando temos a segunda parte repetindo com sinônimos o pensamento da primeira parte, temos o paralelismo sinonímico. Por exemplo:
Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. (Salmos 1.5).
Já no paralelismo antitético, a segunda expressão é uma antítese da primeira, fazendo um contraste ao mesmo tempo que reforçando a ideia principal. Por exemplo:
Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá. (Salmos 1.6).
Há vários tipos paralelismos encontrados nos Salmos, mas a força da poesia hebraica brota dos arranjos e repetições das emoções, ideias, e imagens apresentadas pelo poeta .
Além do paralelismo podemos também observar na poesia hebraica a riqueza do uso de imagens e figuras de linguagem. A maioria dos Salmos se utiliza deste recurso para compor sua poesia. São recursos como símile, metáfora, alegoria, metonímia, sinédoque, hipérbole, personificação, apóstrofe, antropomorfismo, etc.

Pr. David Mattos

Presidente da AD VIAMÃO Coordenador do Conselho de Educação Religiosa e Cultura da CIEPADERGS

REFERÊNCIAS:

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 6. ed. Traduzido por Alexandre Lacnit e Arsênio Novaes Netto. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2007. (p. 346).
ELLISEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento: um guia com esboços e gráficos explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. 1. ed. Traduzido por Emma Lima. São Paulo: Editora Vida, 2007. (p. 199).
KUNZ, Claiton André. As Parábolas de Jesus e seu ensino sobre o Reino de Deus: Desvendando o mistério das 42 parábolas muito além do óbvio. 3. ed. Curitiba: A.D. Santos Editora, 2014. (p. 133-134).
KIDNER, Derek. Salmos 1-72 Introdução e comentário. 1. ed. Traduzido por Gordon Chown. São Paulo: Edições Vida Nova, 1980. (p. 13).
SANTOS, Jaqueline. Livros Poéticos: A Poesia na Bíblia. 5. ed. Viamão: Instituto Educacional Alpha, 2014. (p. 41).

ELLISEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento: um guia com esboços e gráficos explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. 1. ed. Traduzido por Emma Lima. São Paulo: Editora Vida, 2007. (p. 172).
HOLANDA, Hilma Barreto. O Livro de Salmos e a Literatura. 2014. Artigo (Licenciatura em Letras) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014. (p. 31). RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 6. ed. Traduzido por Alexandre Lacnit e Arsênio Novaes Netto. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2007. (p. 346).

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O DESEJO PELO EPISCOPADO – Estudo Bíblico com Pr. Diogenes Rodrigues de Souza

A palavra “episcopado” significa pastorado, uma vez que as palavras gregas “epíscopos”, “poimen ” são de significado idêntico – bispo, pastor.
Quando o Apóstolo Paulo instrui Timóteo no texto de 1 Timóteo 3, ele menciona no versículo 1º que se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. Paulo utiliza o verbo “desejar”.
Podemos substituir o verbo desejar pelos sinônimos querer (pretender, tencionar, esperar), ambicionar (almejar, ansiar) e aspirar (anelar, estimar, interessar-se, sonhar, suspirar).
No entanto, tenho observado que muitos cristãos têm tentado esconder o seu chamado ou o interesse em exercer o episcopado, às vezes por vergonha de admitir o desejo ou por medo do que seus lideres vão pensar.
Atualmente demonstrar o desejo ministerial parece soar estranho, pois tem a conotação mais de oferecimento do que a pretensão de servir a Deus, e isso inibe o interesse de irmãos verdadeiramente vocacionados.
O desejo pelo episcopado, no entanto, deve ser controlado, pois tudo o que excede gera situações desagradáveis. O cristão que anseia ser obreiro na seara do Mestre deve ter controle nesse desejo, antes de tudo, tendo em mente o que disse Paulo aos Romanos 9:16: “…isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece”.
Almejar não é nada demais. Porém, no excesso desse desejo é onde está todo problema.
A chamada de Deus não deve ser motivo de orgulho, mas sim um sentimento de responsabilidade, pois estamos apascentando vidas preciosas.
Ser pastor não é abraçar uma profissão, mas um ministério divino cuja função primordial é cuidar das ovelhas do Senhor, ser pastor não é um meio para ascender social e economicamente, nem devemos estar na busca por um status.
Então, seria correto o cristão desejar o episcopado?
Lógico que sim, pois vemos a colocação do Apóstolo Paulo que devemos sim desejar, no entanto não podemos esquecer que a obra é de Deus, é Ele quem chama, quem escolhe e quem capacita. O ministério Pastoral vem de Deus e não devemos ter vergonha de algo tão extraordinário que Deus nos incumbiu, mas devemos ter convicção do nosso chamado e vocação e jamais nos deter apenas no verso 1º, mas observar as recomendações seguintes relacionadas nos versos 2 à 7 do capítulo 3 da Primeira Epístola de Paulo à Timóteo.
Deus nos abençoe e possamos ser achados fiéis perante Deus.


Pr. Diogenes Rodrigues de Souza e Lisiane são Pastores Presidente da AD Não-Me-Toque

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O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA. Estudo Bíblico – Pr. Diogo Roos

Os leitores da Palavra de Deus sabem que o verdadeiro sentido da Páscoa tem sido deturpado. As comemorações hodiernas nada tem haver com o que foi determinado pelo Eterno em sua Palavra. Vejamos o seu significado:
(Ex 12.27) “Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou”.
וַאֲמַרְתֶּם זֶֽבַח־פֶּסַח הוּא לַֽיהוָה אֲשֶׁר פָּסַח עַל־בָּתֵּי בְנֵֽי־יִשְׂרָאֵל בְּמִצְרַיִם בְּנָגְפֹּו אֶת־מִצְרַיִם וְאֶת־בָּתֵּינוּ הִצִּיל וַיִּקֹּד הָעָם וַיִּֽשְׁתַּחֲוּֽוּ׃
V’amartem zebach-pesach hu laAdonay ‘asher pasach ‘al-batey veney-Ysra’el bemitzraym benagpo ‘et-mitzraim v’et-bateynu hitzyl vayqod há’am vayshtachavu.
(Texto Hebraico com transliteração).

A palavra hebraica פֶּסַח “Pesach” que é traduzida por “Páscoa”, tem sua origem no verbo “Pasach” que significa: “passar por cima”; visto que, em (Ex 12.23) “Quando o Senhor passar para ferir os egípcios, verá o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, e passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir”.

Sendo assim, a origem da Páscoa está no “passar por cima”, ou seja, o fato de Deus ter poupado os Hebreus que tivessem na verga da porta o sangue do cordeiro. Notem que, o que salvou os servos de Deus foi o sangue do cordeiro; uma alusão ao sacrifíco de Jesus Cristo no Calvário; afinal, é ele a nossa páscoa!
Cf. (I Co 5.7) “Purificai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”.

A Páscoa bíblica é ainda comemorada em Israel durante oito dias, no início da primavera; do dia 15 ao dia 22 do mês hebraico de Nissan. Que será pelos dias 27 de março a 4 de abril de 2021.
No primeiro dia, todo fermento devia ser tirado de dentro das casas, cf. (Ex 12.15). Parece ser isto que o Apóstolo Paulo, ainda que de maneira simbólica, falou à Igreja de Corinto em (I Co 5.7) “Lançai fora o fermento velho…” Ou seja, lançar fora toda hipocrisia, incredulidade, apostasia, etc…
Estava o Apóstolo mencionando o sentido figurativo da Páscoa.

Na atual festa da Páscoa, o animal que tem sido exaltado e lembrado é o Coelho. Na Europa, os povos germânicos, que habitavam a região norte – atualmente, a Alemanha –, possuíam uma narrativa mítica sobre uma deusa da fertilidade cujo nome era Ostara. O coelho era símbolo do culto a essa deusa, posto que, passado o inverno e tendo início o período da Primavera (estação que simboliza o “renascimento”, a floração, a fertilização), os coelhos eram, com frequência, os primeiros a saírem de suas tocas e começarem a reproduzir-se. No período da Idade Média, o culto à Ostara e à estação da Primavera logo passou a ser associado à Ressurreição de Cristo, em face da cristianização dos povos bárbaros. No entanto, a assimilação do mito germânico pelo cristianismo não implicou a abolição total dos ritos a ele associados. Percebemos que houve um sincretismo, e o culto à Ostara passou a Cristo, cujo Coelho foi implantado na Páscoa Cristã. Infelizmente onde o Cordeiro (Cristo) deveria ser exaltado e adorado, quem “rouba” a cena é o coelho, misericórdia!

Enquanto na Páscoa bíblica, as “ervas amargas” são citadas cf. (Ex 12.8) lembrando o tempo que os Hebreus estiveram no Egito; o que temos na hodierna Páscoa é o “chocolate”, bem oposto da amargura das ervas, onde a didática de Deus era mostrar o quão “amargo” é a escravidão do mundo, do inimigo. A doçura do chocolate todavia, mostra um mundo não tão ruim assim; puro engodo! Não há nada de “doce” num mundo sem Deus! Uma vida sem Cristo Jesus é “amarga”, e esta é a verdadeira mensagem da Páscoa.

O real sentido da Páscoa, é lembrar-nos que fomos “poupados” por Deus; visto que; “Pesach” como já foi dito, significa “passar por cima”. Ou seja, o Todo-Poderoso “passou por cima” de nossos erros, falhas e pecados, através do sangue do cordeiro, a saber, de seu filho Jesus Cristo. Páscoa é celebrar a justificação, a redenção, a salvação. Tiremos pois, este “fermento” de paganismo de nossas vidas, e restauremos a verdadeira mensagem pascal. Cristo é a nossa Páscoa!

Páscoa não é chocolate, coelho e festas. No entanto, é ervas amargas, cordeiro e sangue! Pregaremos esta mensagem em nossas igrejas, e ensinaremos para nossas crianças a verdadeira essência e mensagem da Páscoa.

Pr. Diogo Roos
Ministro do Evangelho,
Bacharel em Teologia pela Faetel-SP.
Pastor Presidente na Igreja Assembleia de Deus de Coxilha/RS.
Professor de Teologia na Escola Teológica Corbã,
e dos idiomas Hebraico e Grego.

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